segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Special Edition: the Revolution is Comming!




Primeiro: Um operário, sem curso superior, retirante de pernambuco, favelado em Santos, favelado em São Bernardo do Campo, sindicalista, se torna  o melhor presidente que o Brasil já teve, permanecendo oito anos no poder, de 2002 a 2010. A esperança venceu o medo.
Segundo: Uma mulher, pupila, seguidora e braço direito do presidente, é escolhida pelo POVO para sucedê-lo. A esperança já tinha vencido o medo. Era a hora de vencer outros desafios, como o machismo e o fanatismo religioso, por exemplo.

Fato é que o povo já conhece os dois projetos de país que se colocaram nestas eleições. A direita, que esteve no poder durante a ditadura e voltou com FHC de 1994 a 2002, e o projeto voltado para políticas sociais, desenvolvido pelo presidente Lula e seus ministros. Foram quase 13% de diferença total de votos entre Dilma e Serra, ou entre os projetos diferentes de Brasil. A esperança de 2002 se tornou certeza e tomou forma. Já não se quer mais para o Brasil aquela velha doutrina de se fazer o bolo crescer para depois se dividir. O bolo, que sempre foi grande, começa, muito vagarosamente, a ser dividido, através de programas sociais, de importância reconhecida internacionalmente.
Infelizmente, o Estado continua refém dos banqueiros, latifundiários e grandes capitalistas. Por isso não votei em Dilma no primeiro turno, por não concordar com importantes programas, como a transposição do Rio São Francisco ou a construção de milhões de casas pelo Minha Casa, Minha Vida, projetos que vêm beneficiando sistematicamente as grandes empreiteiras... por que não se criar um mecanismo para se acabar com a especulação imobiliária, e colocar os pobres para morar em imóveis vazios, usados para essa prática tão prejudicial?
Não vivo no século XIX, como o pessoal do PCB. Apesar da imagem escolhida para ilustrar o post, sei que a revolta armada só pioraria os problemas que temos aqui. Mas considero que, apesar de lentamente, as coisas vêm acontecendo, e o Brasil está se tornando um país melhor para todos (o que incomoda uma pequena parcela da população, que habitava o paraíso brasileiro sozinha). Mais do que chegando, a revolução está acontecendo...
Em tempo, ainda bem que o Brasil não é Belo Horizonte. Aqui, Serra venceu Dilma por uma margem de 11.000 votos, mais ou menos. É hora do PT mineiro voltar a se unir e pensar como reestabelecer as suas grandes vitórias na Tancredópolis, como diria meu amigo Néfer.
Em tempo, again. Aécio Mrs. Bean Neves, o grande DERROTADO destas eleições. "Pow, você tá louco falando isso, o Aécio se elegeu com 70% dos votos, elegeu o Itamar, elegeu o Eliseu Resende, elegeu o Anastasia, o que você fumou pra falar que ele foi derrotado???"
Todos sabemos da megalomania do nosso querido senador. Quer ser presidente. Quando percebeu que não ia ser escolhido como candidato a presidência pelo PSDB, teve a grandeza de abrir mão das prévias e se candidatar a senador. Com vitória garantida, bastou fazer campanha para seus aliados, Itamar e Anastasia.
Aécio, sabendo que o senado é a casa da direita no Brasil, não esperava que dessa vez não seria assim. Isto porque, dos 81 senadores, 57 estarão com Dilma. As pretensões de ser presidente do senado, desta maneira, foram frustradas. Chupa, Aécio.
Mesmo com seus "aliados" do PSDB, Aécio está queimado. Foi notório o corpo mole que ele fez na campanha de Serra em Minas Gerais. Tanto que, aqui, Dilma obteve quase 60% dos votos, uma vitória humilhante. Certamente, os paulistas poderosos, como o também senador eleito Aloysio Nunes (PSDB-SP) vão isolar nosso garoto de Ipanema durante, pelo menos os quatro anos de governo Dilma, e, se o PT continuar no poder, serão, certamente, oito anos do mais completo ostracismo de Aecinho no congresso. Que la sigan chupando.
Estou feliz. Amanhã, voltarei a falar mal do PT.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O melhor argumento para se votar em José Serra



Hoje, na sexta série, o meu aluno Douglas (incrivelmente inteligente) me deu o melhor argumento que alguém pode ter para se votar em José Serra:
"_Vou torcer pro Serra ganhar.
Ele vai acabar com o bolsa família
e eu não vou mais precisar vir pra escola".
Quase que ele me convence.

sábado, 16 de outubro de 2010

Eu tenho medo

Este é o post que eu menos queria escrever. Queria falar sobre outras coisas, mas não pude evitar...
Ontem foi dia do professor. Nenhum abraço ou aperto de mão especial por esse dia. Ao contrário, no dia dos professores foi divulgada uma pesquisa que comprova: "magistério tem dificuldades para atrair jovens talentos para a carreira." Você poder ler na íntegra aqui ou aqui. Resumindo, me senti abaixo da linha do lixo. Isto porque não sou talentoso pra ser outra coisa, tipo médico ou engenheiro, e por falta de opção e de inteligência sobrou pra mim dar aula. Prefiro acreditar que sou burro por escolha, e não de nascença...
Como disse, não queria escrever sobre isso, nem sobre as eleições. Não votei na Dilma do primeiro turno (Plínio est roi). Não queria me posicionar aqui sobre o segundo turno, queria apenas chegar no dia 31, apertar 13 e pronto. Porém, com o clima eleitoral do jeito que tá, não deu pra evitar[2].
Quem não se lembra daquele videozinho ridículo da Regina Duarte falando que tinha medo se o Lula ganhasse a eleição em 2002 acabasse com a democracia e talz. Se você não se lembra, pode conferir aqui. Muito mais engraçado que zorra total.
Parodiando o vídeo, quero dizer que também tenho medo. Tenho medo de ver de novo o ARENA/UDN/PFL/DEM no poder de novo. Só gente boa, estilo Ronaldo Caiado, Eliseu Resende e a família Magalhães, na Bahia. Sim, um partido de idéias novas se constrói com pessoas jovens.
Tenho medo de ver o choque de gestão em nível federal. A péssima tecnocracia do governo de Minas  aplicada nacionalmente.
Tenho medo da volta do desemprego, principalmente nas camadas mais pobres da população. Se você acha que pobre não tem emprego porque não procura, e que o melhor é deixá-los morrer de fome, vote 45.
Tenho medo da privatização da petrobrás, do pré-sal e, principalmente das escolas federais, tanto de ensino médio (cefet) quanto superior (ufmg). O que o ministro Haddad fez pela educação em sua administração, tanto em Minas quanto no Brasil é digno de prêmios internacionais. O mais bizarro é ver gente da minha sala, na graduação da Antropologia (curso criado pelo Reuni - Haddad/Lula) dizer que vai votar no Serra. 
Tenho medo da volta da lógica sucateia-vende dos governos liberais. Não se investe nas instituições, depois diz que só dão prejuízo e resolvem vendê-las a preço de banana. Foi assim com a Vale, por exemplo. Certamente, o próximo alvo das privatizações serão as instituições federais de ensino, que serão vendidas com a desculpa de se investir o dinheiro na educação básica. E o pobre voltará a não ter acesso aos cursos superiores, seguindo exemplos de países ultra desenvolvidos como o Chile.
Tenho medo de o Estado ser administrado como empresa. O Estado não deve ser mínimo, como pregam os liberais, e sim investir em distribuição de renda e em proporcionar a todos condições para exercer sua cidadania de maneira plena.
Não era essa a escolha que eu queria fazer. Mas, comparando-se os oito anos de governo FHC com os oito do governo Lula, fica fácil decidir qual projeto é melhor para a maioria da população brasileira. Se você é um paulista, metido a besta e riquinho, está no seu direito de votar em Serra. Mas, se você é mineiro, não é dono de mineradora ou de um banco, e vota Serra, tenho medo de você também.
Em tempo, parabéns a todos os professores. Somos marginais, somos heróis!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Made in Tehran, ou Teerã é aqui!

Um dos melhores discos lançados em todos os tempos de música brasileira é Selvagem?, de 1986, dos Paralamas do Sucesso. Entre as canções deste álbum estão grandes sucessos, como Alagados (que é sensacional) e Você.
Existe, porém, uma música quase desconhecida neste álbum, que se chama Teerã. Segundo o próprio Herbert Vianna, essa música traça um paralelo entre as crianças vítimas da guerra no Irã (que na época estava no seu auge de violência) e as crianças vítimas da desigualdade social no Brasil. Aqui quase nada mudou.
A música começa com os versos:
"Por quanto tempo ainda vamos ver
fotografias pela manhã
imagens de dor
lições do passado
recentes demais pra se esquecer "
Coincidentemente, estive essa semana em uma excursão com meus alunos da 8a série, na redação do jornal "o Tempo", o mesmo que faz o primeiro tablóide sensacionalista de Belo Horizonte e jornal mais vendido do Brasil, o famigerado "Super Notícia". De fato o Super revolucionou o mercado jornaleiro de Minas, e muita gente que antes não lia nenhuma linha, hoje já lê o noticiário policial e a página de esportes desse jornal, o que é um grande avanço.
Quem acompanhou a excursão foi uma mocinha muito simpática, funcionária do marketing da empresa. Quando ela estava acabando de falar aquelas generalidades à respeito do jornal, não resisti e a perguntei se era possível, se eu quisesse difamar alguém, comprar uma reportagem no jornal. Pensei que ela negaria  (na cara de pau) que isso acontecesse. Não negou. E disse ainda mais, que "se tem um escândalo contra um grande anunciante, pode ser que essa matéria não saia no jornal, ou se for inevitável, vamos 'pegar leve'".
Coincidentemente, de novo, hoje, na propaganda de José Serra na televisão, ele disse "no meu governo, não vamos ser amigos de governos que apedrejam mulheres e controlam a imprensa". Sim, a imprensa pode ser controlada por anunciantes, grupos políticos ou quem tenha grana pra poder comprar uma reportagem, mas não deve sofrer nenhum controle por parte do Estado. Não que eu ache que a imprensa deva ser imparcial (nunca serão), mas é preciso deixar de lado essa tentativa de iludir a população. Isto é liberdade de imprensa, ou de expressão? Nem aqui, nem em Teerã.
Uma outra coisa me chamou a atenção: a exposição das pessoas nas capas de jornal. Tanto na imagem acima, quanto na que está aqui do lado, banaliza-se de forma irresponsável casos da vida íntima das pessoas. Uma aluna me contou a seguinte história: "quando mataram meu primo, com 16 tiros, ele saiu na capa do super. Minha avó comprou o jornal no outro dia e foi chorando pra casa". Esquecem-se que, antes de tragédias ou escândalos, existem seres humanos. Não se respeita a memória daquele que morreu, e esquecem que estes anônimos são pais, filhos, irmãos, amigos...
Sim, amigos, vamos pegar leve com os grandes anunciantes e empresários. O povo, que não tem dono, que se foda com suas misérias. Mas, voltemos a Teerã.
Mais adiante, Herbert Vianna pergunta:
"E o futuro o que trará
para as crianças em Teerã?
brincar de soldados, 
por entre os escombros.
Os corpos deitados
não fingem mais".
Versos Sensacionais, de uma sutileza digna de Caetano Veloso. Qual de nós nunca brincou de soldados, ou ainda de vivo-morto?
Na segunda parte da música, trata-se da realidade das crianças brasileiras:

"Por quanto tempo ainda vamos ter
nas noites frias e nas manhãs
imagens de dor
                                                                                  em rostos marcados
pequenos demais pra se defender.

E o futuro o que trará?
Se estas crianças vão sempre estar
pedindo trocados, os vidros fechados
sentados no asfalto sem perceber"...
A infância em um país em guerra é desolada. Em um país como o Brasil, onde impera a desigualdade congênita, a situação não me parece muito diferente. Nossas crianças estão perdidas tais como as de Teerã, ou as de Cabul, ou as do Haiti.
Não temos liberdade de imprensa, e a próxima geração de adultos está gravemente prejudicada, pela falta de educação de qualidade e por todas as mazelas fruto da desigualdade social brasileira. "Será que ainda existe razão pra viver em Teerã?"

sábado, 2 de outubro de 2010

A lei "ficha limpa" e a educação no Brasil

Já tinha adiantado em outro post que o sistema eleitoral brasileiro é bizarro. Democracia sem educação é entregar o país aos interesses dos bancários, industriais, latifundiários e grandes capitalistas em geral (rouge mode on). Teremos no congresso, Tiririca e Aécio Neves. Isso não é bom, na minha opinião.
Não é sobre isso que eu quero falar. Esta semana foi discutido se a tal lei ficha limpa deveria valer para estas eleições ou só para as próximas. Por mim, não se aprovava nenhuma lei desta natureza antes de se investir pesadamente em educação.
Não há problema em pessoas condenados pelos mais diversos crimes se candidatarem. O problema é se estas pessoas conseguirem ser eleitos.
A lei ficha limpa considera que o povo é suficientemente burro para eleger candidatos de má índole. E realmente o é. Porém, não é culpa do povo, mas sim de uma falta total de investimentos em educação de qualidade, para a formação da cidadania crítica, necessária para o perfeito exercício da democracia. Duvido que se o povo fosse minimamente instruído, o sr. Aécio Neves seria eleito senador.
Proibir-se que certas pessoas se candidatem por ser condenados, é tapar o sol com a peneira. É muito mais fácil elaborar uma lei desta natureza do que revolucionar a educação. É como se dissessem "cansamos de vocês (povo) votarem em ladrões. Porém, ao invés de darmos condições para vocês pensarem melhor seu papel de cidadão, vamos simplesmente proibir estas pessoas de se condidatarem".
Só teremos democracia se conseguirmos liberdade. Liberdade só teremos com educação. Tapar o sol com a peneira não é o melhor caminho.

sábado, 11 de setembro de 2010

Tiririca Lessons

Vivemos um regime político interessante. Eu o chamo de "democracia sem educação". Do que adianta o direito do voto se as eleições só servem para referendar a vitória dos grupos dominantes? Somente com educação é que poderemos mudar o país de verdade.

Enquanto não mudamos, me pergunto qual o papel da esquerda no Brasil. Como me disse um cara do PSTU uma vez, "acho que o partido não deve participar de eleições burguesas!". Como chegar ao poder, então? Somente a revolução armada poderia colocar a extrema esquerda autoritária em qualquer cargo político. O PCB se diz "o partido do século XXI", eu completaria a frase com "usando a doutrina do século XIX".
Não sou da esquerda autoritária, porém gostaria sim de ver algumas medidas propostas por eles em ação. Em nossa democracia sem educação, para se chegar a algum cargo político, não se deve fazer propostas sérias, muito menos tão mal humoradas como as dos partidos vermelhos. Temos três opções: ou esperamos uns 200 anos até a educação no Brasil chegar a um bom nível, e as pessoas votarem com maior responsabilidade, ou fazemos a revolução armada (isso está out!), ou aprendemos a fazer campanha com o Tiririca, que imagino ser um dos deputados mais votados do Brasil este ano.
Reparem no que eu estou falando, compare a campanha de Tiririca com a do PCB:
Tiririca:
http://www.youtube.com/watch?v=pXuV_l0FiVQ
PCB:
http://www.youtube.com/watch#!v=amlsdLhX99I&feature=related
Considero tanto o voto em Tiririca quanto o voto no PCB como um protesto. Somente a partir do momento em que se aceitar partir de onde estamos para mudar o mundo, é que realmente conseguiremos justiça social.
ps:. vou cantar o hino da internacional para os meus filhos dormirem.

sábado, 4 de setembro de 2010

O Estado do ditador Mrs. Bean


Se você é burro o suficiente para viver repetindo expressões como "bolsa esmola", ou "o pobre também não corre atrás", é melhor não perder tempo lendo este post e ir ler a veja desta semana. O estado de Minas Gerais vive a pior fase política de todos os tempos, os candidatos são péssimos. O pior de tudo é assistir ao referendo que será dado nas urnas ao governo Mrs. Bean, que tanto prejudicou nosso Estado. As propagandas de "realizações" do mandato passado são bizonhas, e tão frágeis que qualquer um que tenha um QI maior que 0,0001 consegue atacá-las:
1: Construção da Linha Verde:
Só quem não conhece outros lugares no Brasil para achar que só isso vale um voto. No Rio de Janeiro existem vias expressas muito maiores e mais úteis ao geral da população que esta falácia. Só que eu conheço, tem a linha amarela, a linha vermelha, a av. Brasil, a estrada Lagoa-Barra. Outra: Em São Paulo, existem pelo menos 40 vias expressas dessas. A maioria delas construídas por Paulo Maluf. E, quando vimos nas últimas eleições que Maluf foi o deputado federal mais votado do Brasil, chamamos os paulistas de idiotas. E o pior, os acusamos de prejudicar o país, elegendo um político com aquela biografia. Hoje, mais de 70% da população votaria em Mrs. Bean para senador.
2: construção do centro administrativo:
Obra faraônica, estilo da ditadura militar ou a Brasília de JK (gasta-se um saco de cimento, marca-se cinco). É muito bom que se tenha todas as secretarias no mesmo lugar, mas precisava ser um projeto de Niemeyer? Porque não contratar os engenheiros que fazem os apartamentos do vila viva, para economizar também a grana do Estado?
O projeto foi feito para que a construção acontecesse onde hoje está o aeroporto Carlos Prates. Como o trânsito naquela região da praça São Vicente é um inferno, decidiram construir em outro lugar, ao invés de realizar uma obra que melhorasse a vida da população da regional noroeste. Outro motivo para a mudança de local foi a "revitalização" do aeroporto Tancredo Neves. Pra quem chega de avião a Belo Horizonte, a cidade é linda. Pra quem é pobre e vem de balaio, a guaicurus é a melhor opção.
Enfim, decidiram mudar o lugar do Centro Administrativo para o Serra Verde. Ao invés de se aproveitar o primeiro projeto, que também era de Niemeyer, encomendou-se outro, ao mesmo gênio. Pagou-se duas vezes pelo mesmo projeto. Isso é Choque de Gestão!
3 - Choque de Gestão:
Pelo amor de Deus, isso pra mim é a pior. A teoria do Estado Mínimo caiu em 1929. Então porque diminuir os investimentos do Estado? Cortou-se na própria carne. Mas, na carne de quem?
Os investimentos em saúde, segurança pública e educação caíram de R$ 11,6 bilhões para R$ 8,7 bilhões, impactando a vida de milhares de pessoas na capital e no interior do estado. Enquanto isso, os gastos com publicidade foram, em 2005, 570% maiores que o previsto. Goebbels faz escola.
O Estado não é uma empresa. O Estado deve gastar seu dinheiro com o povo, e isso certamente não dará lucro. Para cobrir este "prejuízo", deve-se cobrar altos impostos de quem pode pagar. Quanto a Vale paga de imposto para destruir Itabira? NADA!, para ficar só no exemplo dado por Carlos Drummond. Como detalhe, as grandes construtoras e mineradoras pagam a campanha de Bean e seu capacho tia Anastácia. Em troco do quê?
4 - Educação:
O melhor salário de professor das redes estaduais no Brasil é R$2234,38, por 40h semanais. Minas Gerais é o 18o no ranking, com R$1416,66, pelas mesmas 40h. Um detalhe: O melhor salário de professor no Brasil é no estado do ACRE. Eu sei que o Acre é a Suiça brasileira, que é um lugar de grandes riquezas e distribuição de renda, que não existem pobres no Acre, e por isso compará-lo com o pobre estado de Minas é covardia. A solução seria mudar pra lá, então.
Foi preciso uma greve de quase dois meses (greve que foi criminalizada), para que se conseguisse alguma melhora. Mas, concurso que é bom, nada. A maioria dos professores do Estado estão tão desmotivados que preferem ir colher enxofre na boca do vulcão, na Indonésia a entrar pra sala de aula.
5 - Liberdade de Imprensa:
Quem me conhece sabe a antipatia que eu tenho da imprensa, e da sua pretensa liberdade. A imprensa não vai ser imparcial em nenhum lugar do mundo, nem aqui, nem na China (rá, rá, rá).
Não tem problema nenhum um jornal tomar partido de algum político. O que não pode é se dizer isento, ou ainda o Estado interferir naqueles órgãos de imprensa que não são seus aliados. E, é isso que vem acontecendo. Mrs. Bean mandou o Kajuru embora da Bandeirantes, no ar, ao vivo, porque o jornalista mostrou que os convidados do governador entravam sem parar no mineirão antes da partida contra a argentina, e o povão mineiro estava na fila debaixo do sol de meio dia.
Todo mundo sabe. Quem vota em Maluf é burro. Aqui, os espertos votam Mrs. Bean. Prefiro o Tiririca.