sábado, 6 de novembro de 2010

dez sensacionais discos

Finalmente, acabou a baixaria. O horário político parecia o programa do ratinho, na época em que mostrava o exame de DNA (eu adorava).
Dei uma olhada nos posts anteriores e achei que estava muito chato ficar falando de política, educação e desigualdade social. Por isso, pela primeira vez neste blog, falarei sobre música.
Vou tentar listar os dez discos que eu conheço que eu mais gosto, e tentar justificar as escolhas. Como toda lista, de cem, dez ou mil, nem todo mundo concordará. E não é pra concordar mesmo.
Outra: não sei nada de música, por isso volto a afirmar que são os dez melhores discos que eu conheço. Talvez daqui a um ano eu faça uma lista completamente diferente. Mas, aí vai:
The Beach Boys: Pet Sounds (1966)
Para mim e para Paul McCartney, o melhor de todos os tempos. Certamente renderá um tópico só pra ele daqui a um tempo.
Tropicália, ou panis et circenses (1968)
 Revolucionário, incrível e genial. Cada vez que escuto este disco,  sinto que nós estamos perdendo a capacidade de nos reinventar culturalmente, e reproduzindo a cultura da dominação...
Velvet Underground & Nico (1967)
Ícone do Indie de todos os tempos. As músicas tratam de temas como o uso de drogas e a cultura marginal. Ótimo.
Ramones: End of the Century (1980)

 Três notas, a simplicidade da música. Neste disco os Ramones parecem sintetizar todo o mal estar do final do século XX, antecipando o que seria da década perdida. Destaque para a sensacional Do You Remember Rock'n'Roll Radio?.
Pink Floyd: The Piper at the Gates of the Down (1967)
 Primeiro álbum do Pink Floyd, lançado em 1967, no auge da psicodelia do final dos anos 1960, antes da banda ser considerada como o ícone do rock progressivo, ganharem milhões de dólares com seus shows superproduzidos e antes do gênio maior Sid Barrett enlouquecer de vez.
A Sociedade da Grã Ordem Kavernista Apresenta a Sessão das Dez (1971)


Raul Seixas acabara de sair do interior da Bahia para o Rio de Janeiro, a convite de seu grande amigo Jerry Adriane. Trabalhava como produtor na gravadora CBS, e diz a lenda que ele, e os outros três integrantes da Sociedade (Sérgio Sampaio, Myriam Batucada e Edy Star) aproveitaram que o diretor da gravadora tinha viajado e gravaram o disco em uma madrugada.
Verdade ou não, as músicas cantam a desilusão da cidade grande, e o impacto dos costumes urbanos em pessoas vindas do interior, principalmente dos sertões. Vale lembrar que até a década de 1990, um dos maiores problemas do Brasil era o êxodo rural, e as grandes favelas, como a rocinha, ou heliópolis, tem por volta de 70% de sua população composta de nordestinos ou descendentes de nordestinos.
The Clash: London Calling (1979)
Uma das capas mais incríveis de todos os tempos, e que demonstra todo o espírito do punk, combatendo a decadente sociedade inglesa da época. A banda transita entre vários estilos no mesmo disco, desde o ska, ao reggae e até punk de três notas.
Caetano Veloso (1969)




Só digo uma coisa: neste disco está a música com a qual batizei o blog. Alfomega.
Os Paralamas do Sucesso: Selvagem? (1984)
 Uma das capas mais legais do rock brasileiro. Assim como o the Clash, gosto dos Paralamas porque em um mesmo disco conseguem fazer muitos estilos. E, neste disco está a música Teerã, que batiza um dos posts passados deste blog.
Racionais mc's: Sobrevivendo no Inferno (1997)
Segundo Caetano Veloso, o melhor disco brasileiro dos anos 1990. De fato, músicas como Capítulo 4, Versículo3, ou Qual Mentira Vou Acreditar?, são tapas na cara da sociedade conservadora brasileira da época de FHC.

Um comentário:

  1. Alguns desses eu não saberia!!! rss!

    Amo você.
    Mesmo gostando tanto de Caetano...

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